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sábado, 27 de outubro de 2018

Homo homini lupus est



HOMO HOMINI LUPUS EST

Alessandra Ferreira


A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Chico Buarque, Apesar de Você



Ao estudar um pouco de psicanálise, ao ler textos de Freud, ao ler textos de Lacan, ao vivenciar o agora, no auge de toda essa angústia ocasionada pela nossa situação política, surge um questionamento: quem em face de toda sua experiência da vida e mesmo de seu conhecimento da própria história teria a coragem de aceitar qualquer condição desumana? A resposta vem com os acontecimentos que vivenciamos dia após dia. Fica “fácil” compreender que essa cruel agressividade que Freud tanto falava encontra-se apenas dormente em todo ser humano, só esperando por alguma provocação advinda do externo, do outro, enquanto ao mesmo tempo também aguarda por uma afirmação, para que possa se colocar a serviço da satisfação de seus desejos. E o investimento na agressividade agora tem voz. Vozes. Muitas delas, fazendo eco em cada esquina, tentando oprimir, amedrontar e silenciar toda e qualquer diferença. Eles chamam isso de liberdade de expressão. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

A ficção de encontro com a realidade: a psicose de Norman Bates e Ed Gein

Essa postagem é uma continuação da postagem anterior sobre a temática da Psicose, onde fizemos a sua definição. Aqui, trazemos a continuação do trabalho, onde fazemos uma análise do personagem icônico Norman Bates do filme Psicose de 1960 e o paralelo existente entre ele e o caso de Ed Gein na vida real, delimitando a estrutura psicótica encontrada em ambos os sujeitos, utilizando para tal análise autores da psicanálise.